Sigmund Freud
Sigmund Freud
 A postagem de hoje é para falar sobre as diferenças entre o trabalho e escola de Sigmund Freud e Carl Jung. Mas, antes de mais nada vou falar um pouquinho sobre a minha relação com o formato desses dois "caras". 

Eu conto em minha história que comecei a me apaixonar pelas doenças da mente e das emoções quando precisei de um profissional entre o processo do tratamento do câncer do meu pai e finalizando com sua morte. 

Passei a minha vida observando pessoas religiosas, a pessoa tinha algo, levava em um centro, ou em uma igreja, ou faziam-se rezas e essa "se curava", não entendi bem ao certo como eram esses processos, por outro lado, via muitas pessoas julgar, descomungar, diferenciar outras e até mesmo matar em nome de uma religião e um deus ou deuses e eu não entendia o que levava a tanta cegueira. Na minha família biológica eu via muito dessas coisas do preconceito e da tal da "salvação", de não fazer isso e aquilo porque iria ser castigado ou iria direto para o inferno. Conforme fui ficando adulta e entendendo alguns processos, eu comecei a entender como era o sistema todo daquele tipo de mente. 

Entrei e fui conhecer várias outras crenças de outros povos que não se relacionavam a cristã, para entender a forma como viam deus, deuses, como acreditavam e o que faziam acreditar naquela simbologia toda. A verdade que o ser humano sempre buscou uma explicação para sua existência e a existência das coisas fora a ciência. A força da fé é tão grande que chega a contagiar a gente a ver como eles veem. Tive várias experiências e muitas delas penso se não foi só a minha mente me pregando peças. 

Outro dia me perguntaram: "Andreia, você é ateia?", eu fiquei surpresa com a pergunta, pois a maioria das pessoas acreditam que eu vivo no mundo das fadas e dos contos da bruxaria como forma de crenças reais. Eu respondi que não, só não acredito nas coisas como as pessoas acreditam. Acredito em energia, na força que a mente tem para "cocriar" algo, como Einstein e a física quântica (mas isso é um papo para outra hora). Enfim, estamos aqui para falar de Freud e Jung.  

Como Freud e Jung vê a psicanálise?

Sigmund Freud, era neurologista e começou a sua pesquisa para a psicanalise na forma de hipnose, e constatou que a histeria era algo da mente e não algo orgânico (alguma doença física). A abordagem retrata em que toda as respostas dos problemas da psique do individuo está na sexualidade (onde gera todos os impulsos primais do ser para a realização de algo ou alguma coisa). 

Carl Jung, era psiquiatra e psicólogo, ele não era psicanalista, portanto, há um erro em dizer "psicanálise junguiana" como vemos muito por aí. Jung se separou dessa escola (psicanalítica) e formou a sua própria. A teoria de Jung se baseia em arquétipos, simbologias, crenças mitológicas e seus derivados:

Para Jung, o inconsciente coletivo é algo comum à natureza humana. Nasce com ela; constituído por estruturas arquetípicas derivadas dos momentos emocionais mais transcendentes da humanidade que resultam no medo ancestral da escuridão, a ideia de Deus, do bem, do demoníaco, entre outros.

As diferenças entre Freud e Jung

- Assim como Freud, Jung acreditava que a psique humana possui três derivativos. 
- Freud dividiu a psique humana em INCONSCIENTE, PRÉ-CONSCIENTE e o CONSCIENTE. Jung dividiu a psique em EGO, INCONSCIENTE PESSOAL e INCONSCIENTE COLETIVO.
- A diferença destaque entre Freu e Jung, é a inclusão do inconsciente coletivo de Jung. 
- Ambos acreditavam na análise de sonhos, porém, Jung acreditava que nem todos os sonhos tinham derivações sexuais, os sonhos poderiam ter derivações e implicações criativas que iriam além do passado, para o futuro.
- Jung não aceitou o conceito do COMPLEXO DE ÉDIPO e COMPLEXO DE ELECTRA nos estágios.
- A associação que Freud fez da energia do libido com o instinto sexual, não foi aceita por Jung e recebeu um significado mais amplo por parte de Jung.


Por mais que eu tenha me formado em escola Freudiana e acredito que muitas respostas realmente tenham contexto psicossexual e seus diversos transtornos de esquizofrenias e afins, eu acompanho e tenho convicções em que as teorias Junguianas são bem coniventes para o comportamento humano. Percebo isso quando dou meus cursos de Runas e Tarô Terapia, que são recheados de simbologias, mitologias e comportamentos que regem o coletivo humano. 

Uma das questões mais surpreendentes que vejo nas teorias de Jung são os arquétipos que estão diretamente ligadas a simbologia dos signos (entendam que signo não se trata de horóscopo). Quando relacionamos o individuo ao arquétipo de seu signo (não que isso resume o ser como ele seja em seus atos e sentimentos), notamos certa semelhança com os 12 arquétipos sugeridos por Jung. 

Sem extrapolar para uma crença, acredito que quando relacionamos as duas teorias de forma sensata, conseguimos extrair do paciente uma resultado mais rápido de suas questões psicossomáticas e comportamentais. A anamnese desenvolvida na junção de ambos os métodos nos dá uma resposta mais rápida e eficaz da raiz do problema do paciente seguindo assim para sugestão de tratamentos por "divã" juntamente com outros tratamentos alternativos. Lembrando sempre em que, alguns casos, o divã não é indicado, tendo assim, que direcionar o paciente para um profissional da área médica, como um psiquiatra e/ou neurologista. O psicanalista precisa ser responsável e entender que nem tudo ele é capaz de resolver sozinho com o seu paciente e não incorporar o arquétipo do "salvador" e/ou herói.

by Andreia 



Carl Jung